Quem sou eu

Este blog é a relação entre o ser humano e a música, como um bom som pode trazer beneficios para a sua vida.Também será publicado músicas um meio de descontração.Entao acompanhem....

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Seu Jorge Burguesinha

Vai no cabelereiro
No esteticista
Malha o dia inteiro
Pinta de artista

Saca dinheiro
Vai de motorista
Com seu carro esporte
Vai zoar na pista

Final de semana
Na casa de praia
Só gastando grana
Na maior gandaia
Vai pra balada
Dança bate estaca
Com a sua tribo
Até de madrugada



Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha
Só no filé
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha
Tem o que quer
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha
Um croissant
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha
Suquinho de maçã
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha

Música: expressão do ser humano

Entrevista com Ana Maria Althof e Richard Kümmel Lipke

IHU On-Line - Qual a relação existente entre música popular brasileira, mística e resistência?
Ana Althof e Richard Lipke - Na música popular brasileira, a religiosidade e a resistência têm sido temas recorrentes desde os tempos do Brasil Colônia. Esses temas são recorrentes não somente na música brasileira, mas na música de maneira geral, em diversos lugares, em diversos períodos da história do homem. A música popular é um veículo de comunicação com enorme abrangência e que fala diretamente da emoção das pessoas. Por ser um meio de comunicação tão direto, ela permite que as classes populares se expressem e lutem “cantando” por seus direitos. A música também pode ser vista como um meio “não-formal” de expressar sentimentos religiosos, de fazer a conexão com o divino. Em diversos períodos da história da MPB, sempre aconteceram manifestações de resistência e de religiosidade. A era de Getúlio , por exemplo, foi marcada pela resistência expressa numa crítica velada, onde o “incômodo” era cantado em belos versos de duplo sentido. Outra abordagem temática que aparece na MPB é a luta pelo fim da ditadura militar, ou seja, novamente vemos a resistência expressa na música. Um belíssimo exemplo é a música Cálice, onde Chico Buarque , usando a frase de Cristo: “Pai, afasta de mim este cálice”... faz um jogo com as palavras “cálice” e “cale-se” em frases do tipo “como é difícil, pai, abrir a porta (cale-se); Essa palavra presa na garganta (cale-se)”. No mesmo momento histórico, a música também recebe influência de uma religiosidade que expressa os verdadeiros anseios e vontades das pessoas. Num momento histórico como foi o da ditadura militar no Brasil, é bem difícil não encontrar resistência e religiosidade na música.

IHU On-Line - Por que cantar sonhos e certezas?
Ana Althof e Richard Lipke - Quando a realidade não está bem, esse desalento pode ser cantado em versos e canções. A música é uma arte com uma característica bem marcante: ela lida com o presente, com a realidade onde está inserida e instiga a busca de soluções. Por quê? Porque a música atinge as pessoas em pontos que outros meios de expressão (como por exemplo a palavra falada e as artes plásticas) não alcançam. Verbalizar sonhos e certezas faz parte das necessidades intrínsecas do ser humano, e realizar isso cantando pode significar encontrar algum prazer na necessidade.

IHU On-Line – Vocês acreditam que a arte, e em específico, a música, serve como consolo metafísico para a existência?
Ana Althof e Richard Lipke - A música pode trazer o consolo espiritual que dá sentindo à existência, que pode nos resgatar do “fundo do poço” e que também pode nos encher de alegria e bem-estar com a vida. Algumas correntes de pensamento defendem a ação do som (ação física e vibracional) sobre o organismo para produzir bons ou maus fluidos. Outras correntes defendem que a maneira pela qual a música é usada (dentro do contexto social e cultural) é que pode ajudar as pessoas, transformando essa música em consolo metafísico.

IHU On-Line - Como a música pode ajudar num resgate da mística em nossos dias?
Ana Althof e Richard Lipke - A mística em nossos dias pode ser vista como a maneira pela qual a referência espiritual que cada um tem fala na construção de seu cotidiano (casa, trabalho, sociedade). Sempre podemos buscar sonhos e certezas na nossa referência espiritual. Esta “mística atual” é uma via de duas mãos: queremos buscar, mas também devemos nos deixar influenciar por ela.
A mística, que pode compreender o indizível, o invisível e, ainda, o não-físico, encontra, na música, a possibilidade de existir no tempo. Pela música é possível reorganizar as idéias e os sentidos sobre esse “místico” supra-real e ressignificá-las.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A CRIANÇA E A MÚSICA

Toda criança gosta de música. Desde a mais lenta canção de ninar que embala o sono do bebê até a música agitada, como uma bela opção para dança. A música para ser cantada, tocada ou dançada é um ótimo recurso didático para pais e professores. Aprender a conviver com a música, desde cedo, pode ser um caminho para ajudar a criança a crescer mais forte e mais saudável, tendo consciência de suas potencialidades intelectuais, cognitivas e emocionais, dando-lhe a oportunidade de participar de um grupo que estará estudando e se preparando para o desempenho musical.
O nível de escolaridade e a criatividade musical são estímulos para os progressos econômicos, sociais e políticos que almejamos para as nossas crianças.
É de conhecimento de todos que projetos como coral infantil e dança, tem aberto novas perspectivas para crianças carentes de escolas estaduais e municipais, com funcionamento em horários alternativos aos da escola regular, contribuem para evitar deslizes e perigos que a rua promove, incitando crianças e adolescentes para exercerem uma cidadania exemplar e digna de ser vivida, motivando-os a manter a chama da vida, por meio da musicalidade como estratégia recuperadora.
Música é arte, é liberar-se da técnica. Assim ao ouvir uma música a criança deve ser incentivada pelo professor a interagir com a mesma, a deixar a música fruir, improvisar e brincar com os sons vocais e instrumentais que nos traz encantamento possibilita nova descoberta felizes, as nossas crianças, jovens e adultos como estratégia que promove o bem viver.
Antes de nascer o bebê já entra em contato com os sons que acontecem no mundo exterior. A ciência comprova que o feto sente as vibrações produzidas pelo som. Assim sendo, o que uma mulher grávida ouve seu feto ouvirá também se ela cantar o feto ouvirá. Ele sente cada vibração, sendo que esta pode acalmá-lo ou agitá-lo. Ao nascer essas vibrações sonoras irão aumentar de intensidade e o acompanharão por toda a vida.
O ritmo, o som e a música estão presentes na vida do ser humano desde seus primeiros segundos de vida quando ele imite seu primeiro som, o choro. Em pouco tempo de vida a criança descobre que pode emitir sons e sente prazer em explorá-los, repetindo-os com a língua, os lábios, a garganta, as bochechas: angu, ba á...
Daí para perceber o ritmo é um passo. Este começa a fazer parte de seu mundo infantil: sacudir ou bater seus brinquedos e o andar. Este é o primeiro exemplo inconsciente de ritmo.
“A finalidade da música é expressar sentimentos, emoções e, também, manifestar impressões” (CORREIA, 1975)
Desta forma ela pode nos alegrar ou nos entristecer provando o quão forte são os sentimentos ou emoções provocados pela música. Se o adulto sente-se tocado pela música, podendo chorar ou até mesmo sorrir ao ouvi-la o que se pode dizer das crianças?
Profundamente sensível, a criança reconhece desde muito cedo os índices emocionais na estrutura musical e a percepção desses índices aumentam durante seu desenvolvimento. Mas, a influência da música não consiste apenas no emocional. Ela produz reações fisiológicas cuja amplitude depende do conteúdo emocional. O medo e a alegria suscitam uma forte reação cutânea - a transpiração. As músicas com andamento rápido e forte com muita dinâmica musical podem provocar tal reação física.
O cérebro aprende a processar as estruturas musicais somente ouvindo uma melodia. O bebê reage ao ouvir um som mais agudo procurando-o ou até denunciando surpresa mamando mais rapidamente. Por isso o professor ao expor a criança a diferentes sons e ritmos estará estimulando seu cérebro, auxiliando nesse processo de aquisição das estruturas mentais necessárias para uma melhor apreciação musical.
Além disso, a música pode ser utilizada de forma específica pode ajudar a recuperar e a manter a saúde mental, sendo este o caso da musicoterapia. Usando instrumentos simples e o próprio corpo o musicoterapeuta leva pacientes mirins a vencerem traumas, medos, dores, stress e inquietações. Vários projetos com crianças moradoras de rua têm obtido êxito.
O preconceito de que é preciso ter dom para fazer música não tem razão de existir. Qualquer pessoa pode aprender música e se expressar através dela, desde que sejam oferecidas condições necessárias para a sua prática. Entretanto, assegurar um lugar para a música no contexto escolar não tem sido tarefa fácil. Se ela existe, é principalmente na escola de ensino infantil e, com a progressão dos anos, desaparece pouco a pouco do currículo. O desafio, portanto é: promover, de modo democrático e amplo, uma educação musical de qualidade para a escola regular de Ensino Básico.
Quando se fala que estudar música é uma atividade para poucos talentosos, reforça-se, de certo modo, o preconceito que se tem em relação ao “fazer” musical. Há inúmeras escolas especializadas destinadas àqueles que querem estudar música, seja para se tornar um intérprete ou um compositor.
Sabemos que, efetivamente, as práticas pedagógicas não estão ao alcance de todos e, o pior, restringe apenas a formação apropriada para a sua apreensão. Isso significa que a escola prioriza aqueles alunos que já possuem uma educação cultural e socialmente diferenciada, vindos de uma classe social mais culta, para a qual se direciona um ensino elitista.
Nem todas as crianças gostam das aulas de música. Pensamos que reações adversas podem ser atribuídas a algum tipo de discriminação sofrida ou situações enfrentadas em um dado momento de sua escolarização. Ou disseram a ela que não possuía talento, ou submeteram-na à prática de professores que priorizam a teoria musical, entendida aqui como o domínio da leitura e da escrita da notação musical, antes mesmo da introdução no mundo sonoro. De qualquer modo, ignora-se qualquer conhecimento anterior do aluno. Crianças que vivenciaram em algum momento, as questões citadas acima, provavelmente alimentam um desprazer em relação ao ato musical.

FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

A MÚSICA E A APRENDIZAGEM

Quando um bebê nasce, seu cérebro é uma confusão de neurônios todos aguardando para serem tecidos na intricada tapeçaria da mente. Eles são puros e de um potencial quase infinito, circuitos não programados, que um dia poderão compor músicas. Se os neurônios forem estimulados eles passaram a fazer parte integrante da circulação do cérebro pela conexão a outros neurônios. Se eles não forem estimulados, poderão morrer. São as experiências da infância determinando quais neurônios serão desenvolvidos e quais habilidades serão desenvolvidas.
Uma vez estabelecidas às conexões, existem limites para a capacidade do cérebro de criá-los por si próprio. Limites de tempo, chamados de “períodos críticos”, eles são janelas de oportunidades que a natureza abre repentinamente, já antes do nascimento e que depois se fecha uma a uma. Isto não quer dizer que só há aprendizagem nesse período, mas que no momento adequado a mesma ocorre mais facilmente.
O cérebro lógico que é a habilidade de resolver cálculos matemáticos e a lógica, se desenvolve do nascimento aos 4 anos. Nesse período observa-se que criança cujas mães falam mais com elas nesse período tem vocabulário maior que outras com mães mais taciturnas. Aulas de música nesse período podem ajudar no desenvolvimento de habilidades espaciais. Quanto mais nova a criança aprender a tocar um instrumento, mais córtex ele dedicou para tocá-lo, podendo assim desenvolver seu raciocínio espacial.
Do nascimento aos 10 anos desenvolve-se a linguagem. Os circuitos do córtex auditivos, representando os sons que formam as palavras são conectados por ele por volta dos 2 anos mais o vocabulário infantil vai crescer ainda mais. Vê-se a necessidade de introduzir uma segunda língua nesse período para que a criança a domine perfeitamente.
O cérebro musical se desenvolve dos 3 aos 10 anos . Nesse período há a necessidade de cantar músicas para as crianças: melódicas e estruturadas, clássicas principalmente. Se ela demonstra aptidão ou interesse musical deve aprender a tocar um instrumento o mais cedo possível. Assim, o Ensino Fundamental coincide com o período em que o cérebro está aberto a aprendizagem musical.
Observa-se então, a importância de trabalhar a música em sala de aula de forma consciente, proporcionando as crianças a oportunidade de interagir com os mais diversos estilos musicais a fim de desenvolver suas habilidades.
A família é um elemento facilitador da Educação Musical, a partir do momento que oportuniza as crianças situações em que elas possam ouvir música como algo belo, gostoso de ser usufruída no cotidiano, como resposta às preferências e opções.
Como conseguir, nos dias atuais formar cidadãos mais afetivos? Trabalhando seus sentimentos e emoções através da música. É através da musicalidade vivida e sentida intensamente que a criança pode obter um desenvolvimento pessoal mais rico e abrangente, podendo se tornar um ser mais afetivo.
O professor ao trabalhar música em sala de aula deve ter em mente vários pontos importantes que irão favorecer seu aluno: a música é um dos diferentes recursos que contribuem para o desenvolvimento cognitivo e emocional da pessoa humana;a criança que tem oportunidade de fazer experiências musicais amplia a sua forma de expressão e de entendimento do mundo em que vive, desenvolvendo o pensamento criativo.
O uso da música em escolas como auxiliar no desenvolvimento infantil, tem revelado sua importância, através de canções, a criança vive, explora o meio circundante e cresce, do ponto de vista emocional, afetivo e cognitivo: cria e recria situações que ficarão gravadas em sua memória e que poderão ser reutilizadas quando adulto.
A rigidez da escola cerca o cotidiano do aluno levando-o a se tornar mero executor de tarefas, distanciando-o da realidade exterior e silenciando-o na sua individualidade. A generalização leva à uniformização de hábitos, gostos, informações, preferências. Todos passam a fazer parte da homogeneização cultural, devido à proximidade de certos produtos, inclusive a música, veiculados pelos meios de comunicação. Segundo Penna:
Os problemas de certas metodologias do ensino tradicional de música residem no fato de que tais metodologias pressupõem uma familiarização prévia com a linguagem musical, sendo por isso, muitas vezes ineficientes. Como poderão então, se adequadas a clientelas ainda mais carentes – comparando-se o aluno que tem condições de acesso a uma escola especializada com aquele de uma escola pública de 1º grau?

A escola precisa compatibilizar-se com as necessidades dos alunos tornando as atividades musicais mais interessantes, significativas e atraentes. Não adianta reformular ou completar programas de ensino, se a didática e a metodologia na prática continuam desatualizadas e se limitam a transmitir ao aluno os conhecimentos herdados, consolidados e freqüentemente repetidos em todos os semestres através de aulas de doutoral e fastidiosa atuação do professor.
Surge a necessidade de uma nova concepção de aprendizagem que se desloque para uma organização não linear dos conteúdos, deixando o aluno interagir com o meio social através das relações estabelecidas com o professor e com a classe. Para Dalben:
O aluno submerso na escola como uma malha de conteúdos e metodologias desconexos, submerso num espaço onde nada escolheu nada discutiu e onde nunca ninguém o ouviu, se vê repleto de aulas, de concepções de educação contraditórias, onde uns digladiam-se com os outros em busca também de espaços próprios.


Não há na verdade, um único caminho a ser seguido que possa garantir a eficiência da prática da educação musical. Não há imunidade para qualquer atividade ou método. As críticas e os questionamentos dever ser encarados como essencial e fundamental para o aprendizado, assim como um constante aprimoramento e busca de renovação.
O mais importante é que o professor conscientize de seus objetivos e dos fundamentos de sua prática onde a música deve ser encarada como uma produção e um meio educativo para a formação mais ampla do indivíduo e assim, assumam os riscos, as dificuldades e a insegurança de construir o seu caminho.
O momento atual vem trazendo, no campo musical, inúmeras novidades, com produções nos mais variados estilos, exigindo dos professores e profissionais da música uma outra maneira de perceber, experimentar e ouvir. Essa mobilidade e diversidade de linguagens não representam obstáculos para a criança ou para o jovem, pois estes recebem com naturalidade todo e qualquer tipo de música, além daqueles que cotidianamente lhes são apresentados e postos para apreciação.
Sendo assim, da mesma forma que não podemos ignorar o gosto musical dos alunos, não podemos negar-lhes a possibilidade de ampliar o seu campo de conhecimento musical. Professor e aluno devem buscar um consenso ao selecionar um repertório, ou mesmo um tema a ser abordado em sala de aula. Esse tipo de ensino-aprendizagem envolve conscientização e disposição para esclarecer a real proposta da educação musical, sempre que necessário, uma revisão dos seus pressupostos, que devem, antes de tudo, estar em sintonia com as necessidades, as expectativas e a formação integral do aluno.
Não há relutância pelos professores em aceitar estímulos diversos, até mesmo avessos aos seus, mas sim em deter-se diante de uma questão não resolvida e que precisa ser trabalhada e aprofundada. Na prática escolar encontram-se, em pólos opostos, dois mundos que representam, respectivamente, desejos e atitudes característicos de cada universo cultural. De um lado o mundo “intocável”, vivenciado e vividos pelos alunos e do outro o “adequado” considerado pelos professores como aceitável.
A música do cotidiano da criança deve ser utilizada em sala de aula e respeitada pelo professor. A música popular não deve ser ignorada pelo professor mas privilegiada pelo mesmo. É grande o pouco caso que a educação musical faz da música popular, entendida como música que o aluno ouve e da qual gosta. Trabalhar com a música que o aluno gosta é uma forma de trazer motivação para o processo ensino-aprendizagem. Isso significa que na prática educativa deve-se procurar, através dos conteúdos e dos métodos, respeitarem os interesses dos alunos e da comunidade onde vivem e constroem suas experiências.
Então, a escola deve oferecer a sua clientela música popular, clássica, de massa, folclórica, vanguarda, religiosa entre outras denominações que reforçam a pluralidade do universo musical. Oferecer uma variedade cultural a fim de que os alunos possam escolher o que mais lhe interessar.
Finalizando ao ensinar música o professor deve considerar as quatro atividades relacionadas ao discurso musical: a apreciação, a execução e a improvisação.

A INFLUÊNCIA DA MÚSICA NO JOVEM E NA SOCIEDADE

Artigo apresentado para Escola de formação
Para Agentes de Pastoral. Setor de Vida
Religiosa e Laicato da Província Marista do
Brasil Centro Sul.


A música é o reflexo da alma traduzido em sons que influenciam durante toda
a vida, os seres humanos, principalmente na adolescência, onde todos encontram
ídolos para se ‘espelhar’, ou para se auto-afirmar. O presente estudo delimita-se em
demonstrar a influencia da música na vida das pessoas da sociedade atual.
A música é uma linguagem universal que ultrapassa as barreiras do tempo e
do espaço. Desde os primórdios da humanidade esteve presente em todas as
manifestações humanas de alegria, dor, esperança, fé, amor, expressando-se das
mais variadas formas e nos mais diversos grupos. Tendo como objetivo o presente
trabalho realizar uma analise global do da musica na vida das pessoas dos
adolescentes e jovens, e sua função pedagógica.

Para que a Música?
A música é uma linguagem universal que ultrapassa as barreiras do tempo e
do espaço. Desde os primórdios da humanidade esteve presente em todas as
manifestações humanas de alegria, dor, esperança, fé, amor, expressando-se das
mais variadas formas e nos mais diversos grupos.
Impossível falar em educação, seja ela destinada às crianças, adolescentes,
jovens, adultos ou idosos e deixar de falar da música como recurso pedagógico ou
como expressão da linguagem. É impossível deixar de falar da música como arte
pura, ou como arte de embasamento para outras expressões artísticas como a
dança, o teatro, o cinema, a literatura.
Segundo pesquisadores de Harvard EUA.
As pessoas que estudam música apresentam maior quantidade de massa
cinzenta principalmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e
controle motor, pois a prática musical faz com que o cérebro funcione em
“rede”. Isso nos leva a crer, que crianças que possuem a disciplina de
música no currículo escolar têm maiores chances de desenvolverem o
raciocínio lógico, a interpretação, concentração e conseqüentemente, ter
um melhor rendimento escolar (NOGUERIA. 2003).
Um dos fundadores do Centro Experimental de Música - CEM de São Paulo,
o professor de violoncelo e doutor em musicologia, Leonel Dias afirma que:
Hoje a referência musical da maioria das pessoas vem da indústria cultural.
As pessoas não têm idéia de que também existem trabalho e sofrimento na
música. Não é essa a imagem transmitida pela mídia normalmente. De
acordo com ele, começar a tocar um instrumento é sempre um desafio.
Muitas vezes as posições são desconfortáveis e exigem esforço. E, no
começo, os alunos sempre fazem mais força do que o necessário.
Costumo dizer nas aulas que o instrumento é só um pedaço de madeira,
ele não faz nada sozinho. O material trabalhado numa aula de música são
as pessoas (DÁVILA, 2005).
Em países com mais tradição que o Brasil no campo educação da criança
pequena, a música recebe destaque nos currículos, como é o caso do Japão e dos
países nórdicos. Nesses países, o educador tem na sua graduação profissional um
espaço considerável dedicado a sua formação.
No Brasil apesar de ainda não fazer parte da grade escolar, existem trabalhos
feitos com jovens em periferias e demais centros urbanos, trabalhos voluntários que
fazem a diferença para muitas crianças carentes que não tem cultura e que passam
a conhecer e aprender pelo menos um instrumento musical. Essas aulas fazem com
que as crianças e os jovens saiam das ruas e passem a interessar-se por uma vida
diferenciada daquela que costumavam ter. Porém, a música e o trabalho voluntário
em escolas não devem abranger só a periferia como também grandes centros
urbanos.
A educação musical é essencial para afastar também más companhias e
conseqüentemente passarem a preencher seus horários com cultura, educação
diferenciada e privilegiada, pois hoje se concentra nas mãos de poucos.
Um exemplo concreto é o Projeto “Villa-Lobinhos” desenvolvido pela
Organização Viva Rio, que promove educação musical para jovens instrumentistas
de famílias de baixa renda entre 12 e 20 anos de idade. São adolescentes de
comunidades carentes e com condições precárias de moradia, higiene e saúde.
Outro de significativa importância também é o projeto de musica nos hospitais
que traz bem-estar, a pacientes, médicos, funcionários e visitantes. Fruto de parceria
entre a Associação Paulista de Medicina e a Empresa Sanofi-aventis, “que além de
popularizar a arte erudita e valorizar jovens instrumentistas brasileiros, a Música nos
Hospitais proporciona momentos de conforto a um público especial” (ONDE
QUANDO, 2008).
Apesar de todos estes benefícios algumas pessoas consideram a música
perda de tempo, ou até mesmo acabam por desmoralizá-la criando letras de baixo
nível, onde na verdade o intuito seria de criticar a sociedade, com seus problemas,
suas dificuldades.
Porém, pode-se citar exemplos de clássicos da música brasileira que expõem
parte da beleza cultural de nosso país que, apesar de curta memória, este é o
trabalho de uma pessoa que durante sua permanência conosco contribuiu com a
qualidade intelectual da musica brasileira, Gonzaguinha, um eterno aprendiz como
ele mesmo dizia deixou para nós uma riqueza muito grande nas suas letras de
musica (VAGALUME,2008):
“Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...”
Para muitas pessoas música é apenas arte, atualmente ela se encontra em
diversas utilidades não só como arte, mas também como recurso educacional ou
terapêutico (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas
atividades, como festas, rituais religiosos e funerais. Há evidências de que a música
é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons
da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a
necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de
sons. A musico terapeuta Camila Pietrobom2 afirma:
“A música influencia durante toda a vida, os seres humanos, principalmente
na adolescência, onde todos encontram ídolos para se ‘espelhar’, ou para
se auto-afirmar. Temos que levar em consideração algumas regiões, onde
os estilos musicais são diferentes e a influência acaba sendo diferente
também, dependendo a classe abordada, você percebe que as músicas que
os adolescentes ouvem são as que estão sendo lançadas na mídia. E que
muitas vezes são músicas que expõe o corpo feminino, sendo sempre vulgarizado por meio do funk (rebolando, enfatizando o sexo, etc.). Mas a
música auxilia no equilíbrio emocional das pessoas, principalmente dos
adolescentes que estão sempre em conflitos com seus sentimentos,
fazendo com que se acalmem com a música, canalizem energia por meio
da música (dançar, cantar, ouvir, tocar, etc.) e busquem respostas para
seus sentimentos, pois inúmeras músicas que os adolescentes ouvem,
retratam suas vivencias diárias, e também eles se identificam não apenas
com a letra (que muitas vezes relata suas paixões, desilusões), mas
também com o ritmo (que reflete nosso ritmo interno como a batida do
coração, a respiração, etc.)”
Marcos Maestro afirma:
De uma coisa não vamos escapar: a música, como qualquer outra
manifestação artística, está contextualizada num mundo em evolução, onde
cada vez vive mais gente, onde o dinheiro é que determina as regras, e num
Brasil onde as pessoas de classes sociais mais baixas estão começando a
ter acesso a bens de consumo, o que é ótimo. (MAESTRO 2008).
O médico e músico Augusto Weber, diretor da Clínica e Centro de Estudos de
Acupuntura do Paraná (Cesac), estudou musicoterapia em Londres e utiliza a
música em seus tratamentos de acupuntura há 20 anos, ele explica que, além da
audição, o som e suas vibrações também têm utilidade no tratamento. “A
estimulação vibro acústica, feita nos pontos da acupuntura, tem inúmeros efeitos no
corpo humano, como o alívio de dores, efeitos regenerativos, diminuição da
ansiedade e do estresse”, (CZELUSNIAK, 2008). A aplicação da música para
conosco vem de inúmeras formas, como a terapia pode ajudar na saúde do corpo e
da alma de pacientes de todas as idades.
Na terceira idade as pessoas tendem a se tornar mais solitárias e isoladas
dentro de suas casas. Além de problemas psicológicos, esse comportamento pode
levar ao surgimento de problemas de saúde ou agravar quadros já debilitados. A
música ajuda a evitar o isolamento. “Além disso, auxilia nos tratamentos e no
combate a outros males como derrames cerebrais, epilepsia, mal de Alzheimer,
Parkinson, autismo, transtornos mentais, depressão, insônia e outros fatores
preocupantes na terceira idade” (CZELUSNIAK, 2008).
Segundo o musico terapeuta Carlos Antônio Doro (CZELUSNIAK, 2008),
durante as sessões, “o paciente é orientado a restabelecer contato consigo mesmo,
resgatar sua espontaneidade, além de trabalhar a auto-estima, a capacidade de
comunicação, a coordenação motora e a concentração”. Mesmo mais velhas, as
pessoas continuam precisando de carinho, do toque físico e das vibrações. Esses
estímulos e a sensação de acolhimento também podem ser fornecidos pela música.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Emoções.....Roberto Carlos

Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções
Sentindo...

São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...

Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo...

Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...

Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo
Em paz com a vida
E o que ela me trás
Na fé que me faz
Otimista demais
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...

CANTE E TRABALHE AS EMOCOES

Desde criança a carioca Sonia Joppert, 58, esta as voltas com a
musica. Aos 7 começou a tocar violão; aos 18 fez aulas de canto;
aos 41 criou a canto terapia. Hoje sua Oficina da Musica tem mais
de 100 alunos. 'Todo ser humano que pode falar pode cantar', O
não cantar costuma ser uma programação recebida na infância.

Tenho alunos que se julgavam desafinados e acabaram gravando
CDs'. Confira as etapas que deixam a voz mais sonora e bonita:

1. Apure sua voz - Para isso devem-se usar técnicas de impostação,
afinação, ritmo e respiração que aumentam a extensão e o volume
da voz.

2. Mexa o corpo - Não são as cordas vocais balançam, o corpo todo
deve vibrar.

3. Trabalhe as emoções - Para driblá-las a canto terapia prevê
exercícios que elevam a auto-estima e a autoconfiança