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Este blog é a relação entre o ser humano e a música, como um bom som pode trazer beneficios para a sua vida.Também será publicado músicas um meio de descontração.Entao acompanhem....

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A CRIANÇA E A MÚSICA

Toda criança gosta de música. Desde a mais lenta canção de ninar que embala o sono do bebê até a música agitada, como uma bela opção para dança. A música para ser cantada, tocada ou dançada é um ótimo recurso didático para pais e professores. Aprender a conviver com a música, desde cedo, pode ser um caminho para ajudar a criança a crescer mais forte e mais saudável, tendo consciência de suas potencialidades intelectuais, cognitivas e emocionais, dando-lhe a oportunidade de participar de um grupo que estará estudando e se preparando para o desempenho musical.
O nível de escolaridade e a criatividade musical são estímulos para os progressos econômicos, sociais e políticos que almejamos para as nossas crianças.
É de conhecimento de todos que projetos como coral infantil e dança, tem aberto novas perspectivas para crianças carentes de escolas estaduais e municipais, com funcionamento em horários alternativos aos da escola regular, contribuem para evitar deslizes e perigos que a rua promove, incitando crianças e adolescentes para exercerem uma cidadania exemplar e digna de ser vivida, motivando-os a manter a chama da vida, por meio da musicalidade como estratégia recuperadora.
Música é arte, é liberar-se da técnica. Assim ao ouvir uma música a criança deve ser incentivada pelo professor a interagir com a mesma, a deixar a música fruir, improvisar e brincar com os sons vocais e instrumentais que nos traz encantamento possibilita nova descoberta felizes, as nossas crianças, jovens e adultos como estratégia que promove o bem viver.
Antes de nascer o bebê já entra em contato com os sons que acontecem no mundo exterior. A ciência comprova que o feto sente as vibrações produzidas pelo som. Assim sendo, o que uma mulher grávida ouve seu feto ouvirá também se ela cantar o feto ouvirá. Ele sente cada vibração, sendo que esta pode acalmá-lo ou agitá-lo. Ao nascer essas vibrações sonoras irão aumentar de intensidade e o acompanharão por toda a vida.
O ritmo, o som e a música estão presentes na vida do ser humano desde seus primeiros segundos de vida quando ele imite seu primeiro som, o choro. Em pouco tempo de vida a criança descobre que pode emitir sons e sente prazer em explorá-los, repetindo-os com a língua, os lábios, a garganta, as bochechas: angu, ba á...
Daí para perceber o ritmo é um passo. Este começa a fazer parte de seu mundo infantil: sacudir ou bater seus brinquedos e o andar. Este é o primeiro exemplo inconsciente de ritmo.
“A finalidade da música é expressar sentimentos, emoções e, também, manifestar impressões” (CORREIA, 1975)
Desta forma ela pode nos alegrar ou nos entristecer provando o quão forte são os sentimentos ou emoções provocados pela música. Se o adulto sente-se tocado pela música, podendo chorar ou até mesmo sorrir ao ouvi-la o que se pode dizer das crianças?
Profundamente sensível, a criança reconhece desde muito cedo os índices emocionais na estrutura musical e a percepção desses índices aumentam durante seu desenvolvimento. Mas, a influência da música não consiste apenas no emocional. Ela produz reações fisiológicas cuja amplitude depende do conteúdo emocional. O medo e a alegria suscitam uma forte reação cutânea - a transpiração. As músicas com andamento rápido e forte com muita dinâmica musical podem provocar tal reação física.
O cérebro aprende a processar as estruturas musicais somente ouvindo uma melodia. O bebê reage ao ouvir um som mais agudo procurando-o ou até denunciando surpresa mamando mais rapidamente. Por isso o professor ao expor a criança a diferentes sons e ritmos estará estimulando seu cérebro, auxiliando nesse processo de aquisição das estruturas mentais necessárias para uma melhor apreciação musical.
Além disso, a música pode ser utilizada de forma específica pode ajudar a recuperar e a manter a saúde mental, sendo este o caso da musicoterapia. Usando instrumentos simples e o próprio corpo o musicoterapeuta leva pacientes mirins a vencerem traumas, medos, dores, stress e inquietações. Vários projetos com crianças moradoras de rua têm obtido êxito.
O preconceito de que é preciso ter dom para fazer música não tem razão de existir. Qualquer pessoa pode aprender música e se expressar através dela, desde que sejam oferecidas condições necessárias para a sua prática. Entretanto, assegurar um lugar para a música no contexto escolar não tem sido tarefa fácil. Se ela existe, é principalmente na escola de ensino infantil e, com a progressão dos anos, desaparece pouco a pouco do currículo. O desafio, portanto é: promover, de modo democrático e amplo, uma educação musical de qualidade para a escola regular de Ensino Básico.
Quando se fala que estudar música é uma atividade para poucos talentosos, reforça-se, de certo modo, o preconceito que se tem em relação ao “fazer” musical. Há inúmeras escolas especializadas destinadas àqueles que querem estudar música, seja para se tornar um intérprete ou um compositor.
Sabemos que, efetivamente, as práticas pedagógicas não estão ao alcance de todos e, o pior, restringe apenas a formação apropriada para a sua apreensão. Isso significa que a escola prioriza aqueles alunos que já possuem uma educação cultural e socialmente diferenciada, vindos de uma classe social mais culta, para a qual se direciona um ensino elitista.
Nem todas as crianças gostam das aulas de música. Pensamos que reações adversas podem ser atribuídas a algum tipo de discriminação sofrida ou situações enfrentadas em um dado momento de sua escolarização. Ou disseram a ela que não possuía talento, ou submeteram-na à prática de professores que priorizam a teoria musical, entendida aqui como o domínio da leitura e da escrita da notação musical, antes mesmo da introdução no mundo sonoro. De qualquer modo, ignora-se qualquer conhecimento anterior do aluno. Crianças que vivenciaram em algum momento, as questões citadas acima, provavelmente alimentam um desprazer em relação ao ato musical.

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